Mais nada, a não ser a madrugada.
Saio por aí com meu peito estourado de cigarro e dor.
Alquebrado, quedado e paralisado.
De repente, “amigos” com canos de armas, me olham estranhamente.
Vai ver que é por que os chamo pelos nomes.
Vai ver é isso! Eu os chamo pelos nomes, e eles preferem apelidos.
É, eu tive medo. Não me envergonho disso!
A impiedade na kara dos meus “velhos kamaradas” é o meu martírio.
Pior do que a tortura nas costas e sob as unhas, é o desprezo nos olhos.
Minha carne tem medo, mas não é covarde.
Morrer; é sem dúvida desagradável. Mas pior, é morrer enganado.
Vou mais uma vez sair de scena. Vou embora, pra outro lugar, vociferar minhas mazelas.
Não, dessa vez não é por causa dela. Sou eu, que fui expulso pelos meus brothers de armas.
Acho que cairei de olhos abertos, uma vez que mesmo deitado estou desperto e vejo uma procissão magnífica que passa diante deles. Execuções bárbaras orquestradas por um sistema de idéias que abomino. Tudo bem... Fui condenado a desejar o que não posso adquirir. Pelo menos não fiz o beija-mão para conhecer o mundo e sakar a kloaka que é a humanidade.
Mas tudo acontecerá na madrugada. Falo da morte.
Porque fika mais simples se for na madrugada.
Escrito por paulodetharso às 14h14
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